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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Assistência e preconceito: essa relação vai durar até quando? (Elba Gomide Mochel)



O aborto induzido tem sido considerado um grave problema de saúde publica, tanto pela mortalidade materna quanto pela morbidade que acarreta às mulheres que o praticaram. Isto sem considerar os prejuízos sociais e psicológicos que acomete os familiares envolvidos, além da elevação de custos para o sistema de saúde.

Vários estudos apontam que as mulheres recorrem ao abortamento por motivos econômicos, principalmente por não viverem junto com o parceiro, ou por falha no uso do método contraceptivo ou já terem os filhos que planejaram. Optando por interromper a gravidez e necessitando recorrer ao hospital para o atendimento da morbidade que esta intervenção trouxe à saúde delas, essas mulheres se sentem desconfortáveis diante o profissional de saúde por não serem compreendidas na dor que a decisão pelo abortamento acarretou, além dos temores da própria morte . Isso porque, os profissionais foram preparados apenas para o atendimento no nível de necessidades biológicas e não para o atendimento das necessidades psicossociais, inclusive atendimento à mulheres nessas condições.

Nos caso de abortamento provocado, além de necessitar do tratamento de urgência, essas mulheres estão vulneraveis aos preconceitos dos profissionais que as atendem.

Nestes casos é indispensável o preparo do profissional de saúde para lidar com esta situação complexa onde seus tabus, preconceitos e convicções morais não deveriam prejudicar a relação interpessoal no processo de cuidar na maternidade, na qual o objetivo é atender a parturiente. Não é função do profissional de saúde fazer essa triagem moral, dedicando atenção àqueles que agem segundo a sua convicção e desprezando os que se opõem às suas valorações, mesmo que isso seja uma regra bastante comum e perceptível em nossas instituições de saúde.

Até quando prevalecerá? A tanatologia pode ajudar em quê para mudar esse paradigma?

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Anti-abortistas voltam a matar nos EUA


Semanas após o apelo do presidente americano, Barack Obama, ao diálogo civilizado no debate sobre o direito ao aborto, o médico George Tiller foi assassinado a tiros (31/5) no Kansas. Ele fazia abortos de gestantes em risco — nos EUA, o aborto é permitido. Um dos primeiros suspeitos foi o ativista anti-aborto Randall Terry, que tratava Tiller de “assassino em massa” — ecoando Bill O’Reilly, do canal ultraconservador Fox News, que o chamava de “Tiller the Baby Killer” (matador de bebês). As pesquisas mostram os EUA divididos sobre esse direito, embora estreita maioria o aprove. Pesquisa da CNN em maio mostrou que 7 em 10 pessoas (68%) querem que a Suprema Corte mantenha a decisão do caso Roe vs. Wade (leis contra o aborto ferem o direito à privacidade e ao uso do próprio corpo). Os movimentos sociais se queixam: Obama demora a cumprir promessas de campanha não só sobre restrições do direito ao aborto, mas ao casamento gay, à presença de homossexuais nas Forças Armadas e à entrada de pessoas com HIV nos EUA.

Fonte: http://www4.ensp.fiocruz.br/radis/83/sumula.html