sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Morte: Como os pacientes, familiares e profissionais da saúde podem lidar e aceitar essa fase? (Tayrine Miranda Barbosa)






"A aceitação
da dor é o primeiro passo para suportá-la, caso contrário, o
pessimismo, a impaciência e a intolerância, poderão transformá-la
num fardo além de suas forças."



Ivan Teorilang











Ao ver o filme,
P.S Eu te Amo, deparamo-nos com uma jovem bonita, feliz e realizada
chamada Holly Kennedy

casada com o homem de sua vida Gerry. Porém, ele fica doente e
morre, deixando Holly em estado de choque. Antes de falecer, Gerry
deixa para sua amada uma série de cartas. Mensagens que surgem de
forma surpreendente, sempre assinadas da mesma forma: P.S. Eu te Amo.
A mãe de Holly e suas melhores amigas ficam preocupadas porque as
cartas mantêm Holly presa ao passado. Mas o fato é que as cartas
estão ajudando a aliviar sua dor e a guiá-la a uma nova vida.





O filme nos retrata
o espelho real da sociedade ao lidar com a morte como negação e não
aceitação. Holly não soube aceitar a morte de seu esposo. Os
profissionais de saúde e seus familiares estão preparados para a
aceitação da morte? É de suma importância um acompanhamento
psicológico com os familiares em todo o percurso da doença. Isso
refletirá para um melhor entendimento entre paciente, médico e
familiares, proporcionando assim que sejam descarregados os problemas
que poderão trazer malefícios para todos.










Posição
terapêutica





Falar em
tanatologia, ou seja, estudo da morte, é muitas vezes incômodo para
as pessoas. Não importa a cultura ou a religião, a maioria das
pessoas não se sente à vontade para falar sobre a morte.






 


Como na vida
passamos por alguns estágios, como por exemplo: nascemos, crescemos
e morremos, de acordo com a psiquiatra Elizabeth Kubler-Ross, uma
pessoa pode passar durante o processo de terminalidade pelos
seguintes estágios: negação e isolamento, ira, negociação,
depressão, aceitação e esperança. Também os familiares poderão
passar por esses estágios, sendo que, podem passar por todas as
fases ou ficar presos em algumas delas, no entanto, a que mais
prevalece é a de depressão e raiva.







A doença que poderá
levar a morte de uma pessoa próxima pode influenciar na vida
afetiva. Diante desse quadro de terminalidade, foram sistematizados e
implantados os cuidados paliativos, na qual essa prática está
voltada para o cuidador, quer seja ele um familiar ou um profissional
da saúde. No entanto, os cuidados paliativos também ajudam e
preparam tanto o paciente como seus familiares para a aceitação do
morrer. A importância de sua aproximação e uma boa comunicação
com o paciente quer seja no hospital ou em seu domicílio
influenciará para uma vivência menos angustiante para o paciente.
Evidentemente que, se o paciente for bem acolhido e amado por seus
familiares, suas necessidades físicas, sociais, econômicas,
espirituais e emocionais serão melhor atendidas.








Cabe aos
profissionais da saúde procurar promover, para cada indivíduo em
situação terminal, uma morte humanizada. O enfermo necessita de
atenção redobrada no sentido de ganhar mais afeto, apoio,
compreensão. No ambiente hospitalar dar-se a impressão de ser mais
confiável devido à tecnologia até para fazer algum procedimento.
No entanto, o enfermo pode preferir sentir o acolhimento de seus
familiares em seu próprio lar e se sentir mais aliviado
psiquicamente. Para tanto, é necessária a preparação dos
profissionais para que saibam lidar com a morte, incluindo sobretudo
o próprio sujeito nesse momento de sua vida.





























Referências



http://www.casadocuidar.org.br/site/pt/textos-on-line/29-cuidados-paliativos-e-comportamento-perante-a-morte.html



FIGUEIREDO,
Marco Tullio de Assis. A dor no doente fora dos recursos de cura e
seu controle por equipe multidisciplinar (Hospice). IN:
Coletânea
de textos sobre Cuidados Paliativos e Tanatologia
.
São Paulo: 2006.


GURGEL,
Wildoberto Batista. A morte como Questão Social. IN:
Barbarói.
Santa Cruz do Sul: n.27, jul./dez.2007.p.60-91.


Kübler-Ross
E. Sobre a morte e o morrer. São Paulo: Martins Fontes, 1996. 7ed.







domingo, 13 de novembro de 2011

A Enfermagem diante do contexto da morte (Grecy Oliveira)















O medo da morte
acompanha o ser humano desde o principio da vida, porém é uma
situação tão desagradável que é preferível não falar sobre o
assunto; com esse pensamento crescemos sem saber lidar com a partida
de seres queridos.








Com o avanço da
tecnologia e com a certeza de um dever comprido por parte da família,
no que diz respeito ao âmbito da saúde podemos dizer que hoje em
dia as pessoas ‘’preferem” morrer em hospitais, ou seja nos
últimos minutos que antecedem a morte estão em um lugar e com
pessoas estranhas que as cercam naquele momento, este fato acontece
pela busca de cuidados específicos no leito da morte, diferente de
anos atrás em que as pessoas faleciam cercadas pelos seus entes
queridos em seu próprio lar.








Por conta desta mudança
os profissionais da saúde, em especial a equipe de Enfermagem, vê-se
diante de vários sentimentos de angústia, sinal de fracasso,
frustração, impotência, missão de um dever cumprido e muitas das
vezes emissor de uma má notícia. 








Os profissionais da
saúde já são taxados com desumanos, isso acontece pois a morte já
faz parte do cotidiano do âmbito hospitalar principalmente em
UTIs, por experiência própria posso observar que há um
despreparo por parte destes profissionais em lidar com a família
neste momento.








No
que diz respeito aos colegas da enfermagem podemos considera-los
como transmissores de uma má notícia ou uma ponte de elo entre os
médicos e a família ou ao próprio moribundo em vários casos recai
sobre eles o anuncio de uma notícia desagradável, por estarem em
contato permanente com o doente.








A enfermagem é uma
profissão vista para prestar cuidados ao doente e não para
realizar uma tarefa muitas das vezes difíceis o anuncio da morte, ou
se vê em uma situação de agonia do paciente no leito da morte e
sem saber o que fazer, pois existe submissão aos médicos, não
podendo realizar uma simples manobra que poderia salvar uma vida.


domingo, 6 de novembro de 2011

Dor x Esperança (Danielle Leite)










Leandro era um rapaz cujo os pais tinham acabado de se
separar. A mãe e as duas filhas foram morar no interior do Maranhão,
o pai com sua nova família permaneceu morando em São Luís.






A mãe recomeçou sua vida, em busca de dar o melhor
para seus filhos, Leandro então preferiu continuar morando em São
Luís para terminar seus estudos, na época vésperas de vestibular,
terceiro ano, foi morar na casa de uma tia. Mas sempre que podia
viajava para onde sua mãe até porque tinha muitos amigos na cidade
e era muito querido.




Era um rapaz muito divertido e adorava curtir a vida, às
vezes era muito inconseqüente. Sua mãe se chama Raimunda, ela se
preocupava muito com ele, principalmente quando tinha festas, shows
na cidade, pois Leandro sempre que estava na cidade ia e bebia muito,
não se preocupava que voltaria para casa pilotando a moto. Esta que
sua mãe com muito sacrifício comprou.




Um belo fim de semana Leandro liga para sua mãe
avisando que iria para onde ela, haveria no local um show do qual
todos os seus amigos já tinham o convidado. Ele chegou à cidade
logo pegou a moto e foi ao encontro dos amigos para conversar e
combinar sobre a festa de logo mais a noite.




A
noite chega, ele se arruma e a mãe pede com muita aflição para ele
se cuidar e não beber. Como todo adolescente acha que é exagero de
mãe. Ele passa na casa da namorada pega ela de moto e vai para a
praça da cidade encontrar os amigos para depois partirem juntos ao
local do show. Começaram a beber e depois foram para a festa. No
decorrer da mesma depois de muito beber Leandro discute com sua
namorada por ciúmes, ela sai e vai embora, ele começa tenta
provocar uma briga e é retirado do local pelos seguranças.




Ao
sair revoltado e em alta velocidade de moto, passou em uma avenida
movimentada da cidade e não parou. A moto caiu em um buraco ele
sacou e como estava sem capacete bateu com a cabeça em uma calçada.
Logo apareceu uma multidão e o levaram as pressas ao hospital da
cidade, mas logo despacharam para trazer para capital.




Ao
chegar aqui começou o sofrimento de sua mãe em ter que ver seu
filho lutar pela vida na UTI do Socorrão, vivendo através de
aparelhos, mas sempre confiante e com esperança que ele sairia
dessa. O fato chocou toda a cidade, ninguém conseguia acreditar que
um rapaz tão jovem, bonito e de boa família estava naquela
situação.




Enfim quase três meses se passaram até que certo dia
veio a noticia que ele havia falecido. Foi um desespero, Raimunda
quase enlouqueceu, sofreu muito, sua fisionomia era triste mesmo
depois de muitos anos do ocorrido. A cidade parou para sua despedida,
foi emocionante, todos sofreram com a família.




Hoje, após oito anos do ocorrido, já se pode observar
que a mãe está mais conformada e superou a depressão, mas ainda
sofre bastante quando fala dele. Sua filha mais nova teve um filho e
se chama Leandro em homenagem ao irmão, esse neto veio a preencher
um pouco do vazio que o filho deixou com sua ausência.




É
inexplicável esse fato, porque a gente sempre acha, ou prefere
acreditar que é uma coisa distante e que pode acontecer com todo
mundo menos conosco! È muito triste!