THANATOS

Mostrando postagens com marcador Cuidados Paliativos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cuidados Paliativos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Marco Túlio Assis Figueiredo: morreu o pioneiro dos cuidados palitivos no Brasil





A ANCP (Academia nacional de Cuidados Paliativos) comunicou o falecimento de Marco Túlio Assis Figueiredo, pioneiro dos cuidados palitivos no Brasil






INFORMATIVO ANCP


 


 


Faleceu, na madrugada desta quarta-feira, dia 20 de
fevereiro, aos 88 anos, o professor Marco Tullio Assis Figueiredo,
pioneiro dos Cuidados Paliativos no Brasil.


“O professor Marco Tullio influenciou uma geração de
médicos”, disse a Dra. Dalva Yukie Matsumoto, diretora da ANCP. “Ele nos
inspirou e nos acolheu em um momento em que havia muitas dúvidas e
muita angústia sobre a terminalidade da vida. Mostrou a todos nós qual
era o caminho e o caminho era Cuidados Paliativos”.


Em 1948, graduou-se em Medicina pela atual Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez residência médica na Universidade
da Pensilvânia (EUA, 1950-1952) e doutorado em Anatomia Patológica pela
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP, 1976).


“Ele nos apresentou a filosofia dos Cuidados Paliativos.
Trouxe a percepção de que a assistência na fase final de vida tinha que
ser diferente”, afirmou o Dr. Ricardo Tavares de Carvalho, diretor
científico da ANCP.


Em 2004, participou das reuniões que deram origem à
Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), tornando-se membro
honorário desta entidade. Foi também sócio-fundador da International Association for Hospice and Palliative Care (IAHPC, 1997) e membro de seu conselho consultivo durante três mandatos.


Em 2002, recebeu homenagem do Hospital do Servidor Público
Estadual de São Paulo (HSPE-SP) com a inauguração do Espaço Prof. Marco
Tullio no 12o. andar na Enfermaria de Cuidados Paliativos por iniciativa
de sua coordenadora, Dra. Maria Goretti Sales Maciel. Em 2008, recebeu o
Troféu Averroes no 1o. Ciclo de Cinema e Reflexão, iniciativa do
Hospital Premier, Oboré e Cinemateca Brasileira, e homenagem da
Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC-SP) pelo seu pioneirismo
em Cuidados Paliativos.


Como professor da UNIFESP, organizou as disciplinas
eletivas de Cuidados Paliativos (1998) e Tanatologia (2007). Deixou
inúmeros artigos científicos e ministrou dezenas de palestras e cursos.
Um de seus trabalhos mais conhecidos era a tradução do livro Bilhete de
Plataforma, de Derek Doyle, um dos mais importantes na área.


Atualmente, era professor titular de Tanatologia e Cuidados
Paliativos da Faculdade de Medicina de Itajubá, Minas Gerais e era
casado com a professora Graça Mota Figueiredo.


A ANCP compartilha esse momento de luto com seus amigos e
associados e presta esta homenagem ao Professor Marco Tullio, cujo
trabalho foi fundamental para uma cultura paliativa em nosso país.


Equipe ANCP

Postado por Erasmo Ruiz às 14:01 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: ANCP, Cuidados Paliativos, Marco Túlio

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Os Maiores Arrependimentos dos Moribundos (Erasmo Ruiz)

THE TOP FIVE REGRETS OF THE DYING: A Life Transformed by the Dearly Departing by Bronnie Ware





Uma enfermeira paliativista chamada Bronnie Ware, que faz aconselhamento com pessoas nos seus últimos meses de vida, escreveu recentemente um livro intitulado "The Top Five Regrets of the Dying". Bronnie afirma algo aparentemente óbvio mas que a maioria de nós - por não sabermos e/ou não querermos lidar com a morte - tendemos a passar ao largo: podemos aprender muito com as pessoas que estão morrendo pois elas apresentam precisa clareza de pensamento crítico sobre o que foi a sua vida e, o mais importante para quem fica, como essa vida poderia ter sido melhor vivida.





Em reportagem ao jornal "The Guardian" Bronnie afirma: "Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente". Foi com base nesses depoimentos que a enfermeira chegou ao seu "Top Five" do arrependimento. Vamos à lista:







1) Eu gostaria de viver a vida que eu quisesse e não a vida que as pessoas esperavam que eu vivesse.  Esse foi o arrependimento mais comum. Bronnie encontra repetidamente nas falas coletadas a percepção de que quando chegamos ao final da vida e olhamos para trás percebemos uma lista de sonhos não vividos e que grande parte disso aconteceu em função de decisões que foram tomadas pelas próprias pessoas. Por ais que invoquemos as determinações sociais do que somos, em momentos chave podemos exercer nossas escolhas e assim seremos constituídos pelo peso de nossas decisões.





2) Eu gostaria de não tr tabalhado tanto. Fala detectada principalmente entre os homens que no final da vida perceberam que o tempo investido no trabalho lhes roubou maior contato com os filhos e parceiras. Em muitas circustãncias do cotidiano não podemos estar na escola para levar o trazer nossos filhos, não assisitmos o desenho animado favorito dele. Nãos nos lembramos de datas significativas como o casamento ou o aniversário de quem amamos. star no limiar da morte parece nos cobrar sobre tudo isso. 





3)Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos. O arrependimento centra-se na percepção de que para ficar em paz com os outros as pessoas optaram por não expressar com clareza seus sentimentos o que evou a uma existência medíocre, não se tornando de fato o que eles queriam ou poderiam ser. Bronnie identifica a constituição de percepções amarguradas da vida, o que pode ter sido a raiz de muitos problemas de saúde, incluso aqueles que estão levando a pessoa a morte.





4) Eu gostaria de ter ficado mais em contato com meus amigos. A percepção do final da vida trouxe em questão a importância dos velhos e fiéis amigos, do quanto o contato com eles era banalizado pelo cotidiano. Muitos dos que participaram dos depoimentos ficaram tão envolvidos com a própria vida que abandonaram suas amizades. Aqui fica clara a percepção do quanto a solidão pode tornar mais angustiante a perspectiva da morte.





5) Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz.  Aqui Bronnie destaca  que o problema central é a pessoa estar presa a velhos hábitos, ao conforto relativo de tudo o que parece ser familiar. Para ser feliz muitas vezes precisamos estar abertos a mudanças. O trágico é perceber isso no final da vida junto a constatação de que não há mais tempo para mudar as consequências de certas escolhas ou mesmo de na verdade não as ter feito.





Claro que inúmeras críticas poderiam se feitas a este trabalho. Por exempo, ele não traria a clara marca de uma sociedade que vivencia o extremos do desenvolvimento capitalista e toda suas consequências na criação de pessoas cada vez mais individualistas, que aprenderam que uma existência só pode ser significada a partir de tudo o que pode ser obtido no emprego/trabalho? 





Vejo com nitidez aquilo que o psicanalista Erick Fromm identificou um dia lá pelos anos 50 e 60 como as consequências psicológicas da alienação no sentido marxista: vidas embasadas mais no "ter" do que no "ser", que vão construindo a apoteose da busca da riqueza financeira pela riqueza, exacerbando uma estética do individualismo e buscando sentido das coisas de uma forma externa a própria coisa. Ou seja, não importaria tantos o trabalho que se faz mas sim o dinheiro que se obtêm por ele. Não importa mais que eu sou mas sim o que posso comprar e consumir. 





Entretanto, existiriam culturas onde esse arrependimento mudasse o seu prisma? Ou, melhor dizendo, o que entendemos como arrependimento mudaria no exame das muitas culturas ou mesmo nas inúmeras diferenças regionais, de classe social ou espaços urbanos? Existe aqui o velho problema de se reduzir fenômenos complexos ao reino das tipologias como se elas pudessem dar conta de explicar e entender os inúmeros projetos de hominização. 





 Mas pensando na minha própria experiência, de tudo que já presenciei, li e ouvi, creio que existe muito sentido nas falas reveladas pelo livro de Bronnie Ware.  No final da vida, ao que parece, as pessoas sentem o peso insuportável de uma existência onde a liberdade de ser foi secundarizada ou mesmo tenha sido percebida como inexistente. E isso em sociedades que o tempo todo afirmam feito um mantra de que promovem a liberdade e que seus partícipes são livres. 





Estar vivendo os momentos finais parece nos tornar mais sedentos de uma existência livre. Talvez por isso Montaigne tenha afirmado um dia que aquele que tenha perdido o medo de morrer tenha de fato perdido o medo de toda e qualquer sujeição. A consciência mais plena da morte nos alerta que existir é a árdua e prazerosa tarefa de sermos nós mesmos.







Postado por Erasmo Ruiz às 11:38 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, Morrer, Morte, Tanatologia Morrer

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Morte: Como os pacientes, familiares e profissionais da saúde podem lidar e aceitar essa fase? (Tayrine Miranda Barbosa)






"A aceitação
da dor é o primeiro passo para suportá-la, caso contrário, o
pessimismo, a impaciência e a intolerância, poderão transformá-la
num fardo além de suas forças."



Ivan Teorilang











Ao ver o filme,
P.S Eu te Amo, deparamo-nos com uma jovem bonita, feliz e realizada
chamada Holly Kennedy

casada com o homem de sua vida Gerry. Porém, ele fica doente e
morre, deixando Holly em estado de choque. Antes de falecer, Gerry
deixa para sua amada uma série de cartas. Mensagens que surgem de
forma surpreendente, sempre assinadas da mesma forma: P.S. Eu te Amo.
A mãe de Holly e suas melhores amigas ficam preocupadas porque as
cartas mantêm Holly presa ao passado. Mas o fato é que as cartas
estão ajudando a aliviar sua dor e a guiá-la a uma nova vida.





O filme nos retrata
o espelho real da sociedade ao lidar com a morte como negação e não
aceitação. Holly não soube aceitar a morte de seu esposo. Os
profissionais de saúde e seus familiares estão preparados para a
aceitação da morte? É de suma importância um acompanhamento
psicológico com os familiares em todo o percurso da doença. Isso
refletirá para um melhor entendimento entre paciente, médico e
familiares, proporcionando assim que sejam descarregados os problemas
que poderão trazer malefícios para todos.










Posição
terapêutica





Falar em
tanatologia, ou seja, estudo da morte, é muitas vezes incômodo para
as pessoas. Não importa a cultura ou a religião, a maioria das
pessoas não se sente à vontade para falar sobre a morte.






 


Como na vida
passamos por alguns estágios, como por exemplo: nascemos, crescemos
e morremos, de acordo com a psiquiatra Elizabeth Kubler-Ross, uma
pessoa pode passar durante o processo de terminalidade pelos
seguintes estágios: negação e isolamento, ira, negociação,
depressão, aceitação e esperança. Também os familiares poderão
passar por esses estágios, sendo que, podem passar por todas as
fases ou ficar presos em algumas delas, no entanto, a que mais
prevalece é a de depressão e raiva.







A doença que poderá
levar a morte de uma pessoa próxima pode influenciar na vida
afetiva. Diante desse quadro de terminalidade, foram sistematizados e
implantados os cuidados paliativos, na qual essa prática está
voltada para o cuidador, quer seja ele um familiar ou um profissional
da saúde. No entanto, os cuidados paliativos também ajudam e
preparam tanto o paciente como seus familiares para a aceitação do
morrer. A importância de sua aproximação e uma boa comunicação
com o paciente quer seja no hospital ou em seu domicílio
influenciará para uma vivência menos angustiante para o paciente.
Evidentemente que, se o paciente for bem acolhido e amado por seus
familiares, suas necessidades físicas, sociais, econômicas,
espirituais e emocionais serão melhor atendidas.








Cabe aos
profissionais da saúde procurar promover, para cada indivíduo em
situação terminal, uma morte humanizada. O enfermo necessita de
atenção redobrada no sentido de ganhar mais afeto, apoio,
compreensão. No ambiente hospitalar dar-se a impressão de ser mais
confiável devido à tecnologia até para fazer algum procedimento.
No entanto, o enfermo pode preferir sentir o acolhimento de seus
familiares em seu próprio lar e se sentir mais aliviado
psiquicamente. Para tanto, é necessária a preparação dos
profissionais para que saibam lidar com a morte, incluindo sobretudo
o próprio sujeito nesse momento de sua vida.





























Referências



http://www.casadocuidar.org.br/site/pt/textos-on-line/29-cuidados-paliativos-e-comportamento-perante-a-morte.html



FIGUEIREDO,
Marco Tullio de Assis. A dor no doente fora dos recursos de cura e
seu controle por equipe multidisciplinar (Hospice). IN:
Coletânea
de textos sobre Cuidados Paliativos e Tanatologia
.
São Paulo: 2006.


GURGEL,
Wildoberto Batista. A morte como Questão Social. IN:
Barbarói.
Santa Cruz do Sul: n.27, jul./dez.2007.p.60-91.


Kübler-Ross
E. Sobre a morte e o morrer. São Paulo: Martins Fontes, 1996. 7ed.







Postado por Erasmo Ruiz às 04:42 2 comentários:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, PS. Eu Te Amo, PS. I Love You, tanatologia

domingo, 30 de outubro de 2011

Lula, o Câncer e o SUS (Ayala Gurgel)






Já dizia Otto Lara Resende, "o mineiro é solidário no câncer". E isso, por incrível que pareça, foi uma máxima moral válida durante algum tempo nesse país, não só para os mineiros, mas para todos nós, os brasileiros. Disse "Foi", pois pelo menos é o que parece. Ela deixou de ser quando o personagem atingido pelo câncer é o ex-presidente dessa república, Luís Inácio "Lula" da Silva.








O fato de o Lula ter desenvolvido um câncer - agora especulado pela mídia em todas as suas dimensões, da etiologia ao prognóstico, desenvolveu junto com ele uma relativização dessa norma moral. Se algum dia não foi incomum os inimigos políticos se abraçarem e praticarem o perdão mútuo quando um dos adversários se tornava moribundo, ou um dos lados dar por satisfeita a vitória quando o outro lado era tocado por alguma desgraça, especialmente o câncer. Se algum dia o Rei de Troia pode entrar no acampamento do inimigo para recolher o corpo do filho morto e ninguém o tocou, pois estava de luto. Se a doença por causas desconhecidas, como o câncer, teve um profundo poder de despertar solidariedade nas pessoas, hoje, isso certamente mudou.





Há uma reviravolta moral, ou talvez até mesmo de perturbação mental, que faz com que algumas pessoas aproveitem o momento nosológico para comemorarem uma punição divina, como a nêmesis dos gregos: aquele que não foi atingido pela justiça dos homens, será atingido pela justiça divina. Cito Erasmo Ruiz (no facebook): 


Uma
coisa é criticar o Lula por aquilo que você acredita que seu governo
tenha feito de errado ou deixado de fazer. Agora, se você está feliz
pelo fato dele estar com câncer na laringe...bem...creio que você está
precisando de mais tratamento do que ele. Uma mistura de psicoterapia
com princípios éticos cairia muito bem!


No entanto, não quero discutir aqui se Lula é merecedor - fruto de alguma nêmesis ou consequência dos hábitos de vida - de um câncer ou não, se ele fez ou não um bom governo, se foi ou não eleito pelos nordestinos, se tem ou não a possibilidade de ser eleito novamente, se devemos ser solidários ou não com ele pelo fato de ter câncer. Quero sim, discutir um único ponto: um discurso que ecoa:


"Lula deveria ser atendido pelo SUS".





Isso sim é intrigante, principalmente quando o significado mais comum para essa sentença é algo do tipo:





"Lula deveria ser atendido pelo SUS, para que possa ser penalizado".





Isso leva a equacionar "ser atendido pelo SUS" com "ser penalizado", e sugere que ter um câncer não é mais uma penalização, ou não é uma penalização suficiente, o que poderia dar um significado mais extensional à sentença como:


"Lula deveria ser atendido pelo SUS, para que possa ser penalizado, uma vez que ter câncer não é uma pena suficiente".





Esse Lula deve ter feito algo de muito errado para merecer tal pena. Mas, que penalização seria essa? O que significa "ser atendido pelo SUS"?





A princípio, não deve ser algo bom, pois li no perfil de vários profissionais do SUS uma confissão de sadismo que apregoa "ser atendido pelo SUS" como "ter seu sofrimento aumentado e sua dignidade prejudicada". O SUS não é uma entidade metafísica à parte das ações cotidianas de cada profissional, político, usuário que o compõe. O atendimento do SUS é aquele que os profissionais que nele trabalham ministram. Assim, quando leio essa confissão de sadismo, imagino que o SUS seja, realmente, um bom lugar para punir as pessoas.





Contudo, nem só de sadismo vivem as confissões acerca do SUS. Li, também no facebook, no perfil da Maria Goretti Maciel a seguinte declaração:


Que
coisa horrível essa de todo mundo comemorando a doença de uma pessoa!!!
Sei que o Lula neste momento precisa e muito de Cuidados Paliativos, o
que dificilmente terá. Câncer de cabeça e pescoço maltrata, mutila, dói e
faz sofrer!! E há serviços no SUS como o Hospital de Barretos ou o IMIP
no Recife que, entre outros, têm equipes muito competentes de CP e bom
tanto para o Câncer. Nestes, acho que o eterno presidente Lula seria
muito bem acolhido, tratado e paliado à altura, como desejamos para
todos os brasileiros e brasileiras que o lula ajudou a sair da linha da
miséria. Miséria são os maus sentimentos. Para estes não há tratamento
nem solução.


Isso quer dizer que o SUS pode ser também um lugar acolhedor, que respeita a dignidade do moribundo e alivia sua dor e sofrimento. E, como o SUS é feito por seus trabalhadores, do mesmo jeito que há esses sádicos assumidos, há também quem aposte na qualidade, na atenção, na solidariedade, no profissionalismo. Nessa perspectiva, "ser atendido pelo SUS" não pode ser compreendido como uma punição, mas como uma forma de acolhimento. A sentença ficaria assim:


"Lula deveria ser atendido pelo SUS, para que possa ser acolhido, uma vez que ter câncer traz muito sofrimento e precisa de tratamento adequado".


É essa postura que nós da Thanatos procuramos desenvolver. Não importa quem seja o moribundo, o vemos como um ser humano, portador de direitos e merecedor de nossas melhores habilidades e empenho no acolhimento de sua história, no alívio de sua dor e controle dos sintomas. Pois, sabemos que há coisas que não nos compete julgar, por mais que queiramos e estejamos inclinados a fazê-lo.





Com base nisso, também quero dizer, reforçando o que Maria Goretti Maciel disse:


Lula deveria ser atendido pelo SUS








Postado por Erasmo Ruiz às 17:21 2 comentários:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: câncer, Cuidados Paliativos, Lula, SUS, tanatologia

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Aos Estudantes da Área de Saúde...Principalmente os Futuros Médicos (Erasmo Ruiz)





Vocês já devem saber que nem tudo irá cair nas muitas provas que vocês

terão que fazer. O problema é que o volume de conhecimento é tanto e

as exigências de aprendizagem e avaliação de tal monta que podemos

incorrer no erro de achar que o importante é apenas aquilo que é

cobrado e estampado nas grades curriculares.



Disponibilizo esse livro para vocês. Não irá cair nas provas. Mas no

dia em que você já for profissional e se deparar com situações onde

tenha que manejar más notícias, talvez ele seja muito útil. Hoje na

maioria das instituições de saúde dar más notícias aos pacientes e

seus cuidadores virou um jogo de empurra. A maioria não quer falar

sobre dor e morte, poucos sentem-se áptos para rmanejar sofrimentos

que extrapolam as dimensões dos órgãos e processos bioquímicos.



O médico, pelo fato de concentrar poderes de decisão nos processos de

trabalho, pode muitas vezes escapar dessas situações quando, em tese,

a depender de cada situação, ele seria o profissional mais adequado

para dar a má notícia. Ao se eximir de tal tarefa, pode implementar

mais sofrimento para pacientes, familiares e à própria equipe



Todo profissional de saúde deve ser capacitado para dar más notícias.

O médico pode ser um elemento facilitador desse processo ou, então,

pode incrementar situações de desumanização, ansiedade e estresse. Dar

más notícias, de um lado, pode deixar você mais vulnerável mas, de

outro, ajuda a manter viva sua sensibilidade, provoca adesão mais

orgânica a tratamentos e constrói elos afetivos que vão muito além do

conhecimento técnico e configuram situações que exaltam a condição

humana de existir e amar.





Para Acerssar o livro, clique AQUI



Necessário ter um leitor de PDF Instalado. Caso não tenha, obtenha um AQUI
Postado por Erasmo Ruiz às 12:35 2 comentários:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: câncer, Cuidados Paliativos, Más Notícias, Oncologia, Psicossomática

terça-feira, 17 de maio de 2011

Drogas Ilícitas para uma Boa Morte (Erasmo Ruiz)

 Este post não fará coro aos inúmeros que já existem pela internet num discurso conservador e ultrapassado de ser "contra as drogas" ou de identificar nelas "o inferno na Terra". As posições dicotômicas que são obsevadas no debate "Contra x a Favor" da discriminalização ocultam os muitos caminhos existentes nas interfaces. Como alguém que trabalha com tanatologia e defende a humanização dos cuidados em saúde o que inclui a humanização dos cuidados no  final da vida, sinto-me no dever de trazer uma perspectiva diferente quando pensamos drogas ilícitas como possível meio para implemetnar a qualidade de vida de pacientes tidos como fora de possibilidades terapêuticas.





Quando notamos a presença das drogas ilícitas na imprensa, o que parece ficar destacado é o uso junto a problemática criminal. Terríveis assassinatos estão associados ao seu uso, seja situações onde o homicida estava sob o efeito da droga, seja as inúmeras chacinas onde a mão do tráfico comparece  de forma indelével. Situações de insegurança púbica como as vivenciadas pelo Rio de Janeiro estão sempre super expostas e servem como sianzlizadores evidentes que as atividades no entorno do consumo e venda de drogas seriam responsáveis por uma cadeia sem fim de crimes. Diante da necessidade de consumir e na ausência do dinheiro para tal, teremos a configuração do usuário como um criminoso em potencial, que não medirá esforços para chegar até onde precisa.



Mas quando vozes levantam-se pela descriminalização ou, até em uma atitude mais tímida, pedem uma certa revisão de características psicossociais que estigatizam os usuários e/ou os efeitos fisiológicos das drogas, os meios de comunicação e a maioria das pessoas cerram fileira para inibir essas manifestações. Pois esta é a vantagem de se ter um blog como forma de epressão. Não temos a audiência do Jornal Naconal mas nossa percepção não será suprimida por "zelosos" editores ou será descaracterizada em ilhas de edição.



Por exemplo, você sabia que a maconha pode ser utilizada como um medicamento para reduzir os efeitos colaterais dos quimioterápicos no tratamento de câncer? Ou que a mesma maconha produz bons efeitos no tratamento do glaucoma? Ou que ela é um potente estimulador do apetite? Ou que já foram relatados importantes efeitos analgésicos especialmente indicados para algumas situações pós cirurgicas? Ou que ela pode ser utilizada no controle de espasmos musculares, comuns em situações como as da esclerose múltipla?Ou que o ecstasy é relatado omo importante droga que minimiza os efeitos psiquiátricos do estresse pós-traumático? Ou que a psilocibina (encontrada em alguns cogumelos) pode ser usada no combate de algumas cefaléias e para reduzir ansiedade, notadamente em moribundos?



Mas agora, o que gostaríamos de destacar como mais interessante para a temática deste blog. Drogas estigmatizadas como "ilícitas" podem ser utilizadas para implementar a qualidade de morte repondo sensações de bem estar e ombatendo, a depender dos casos, quadros simtomáticos que causam dor e apatia. No final do post disponibilizamos um link com matéria do jornal "Boston Gobe"  intitulada "A Good Death". Suscintamente, o artigo fala sobre a retomada de pesquisas nos EUA sobre o uso clínico de drogas psicodélicas depois de 40 anos de silêncio.



Algumas coisas são promissoras, por exemmplo, o uso do ecstasy para minimizar os impactos do medo e da ansiedade diante do processo de morrer devolvendo inclusive capacidades virtualmente coprometidas como poder sair da cama, passear e ouvir música entre pacientes fora de possibilidades terapêuticas. Ou seja, podemos e devemos discutir a utilização de todos os meios disponíveis para que pessoas possam lidar o melhor possível com as problemáticas no final da vida.



Assim, por que não atrelarmos à discussão do uso de opiáceos o uso de drogas que possam capacitar a manutençãso de consciência e a alegria de viver o máximo que for possível? Por que em meio a estes debates apaixonados não podemos abrir portas para espaços de interface onde pudéssemos reavaliar de forma radical o sentido das ilicitudes quando pensamos a questão do uso de drogas?



Num mundo mediado por relaçoes econômicas onde a busca da lucratividade é a ordem do dia, falar de drogas que podem ser plantadas no fundo do quintal e que poderiam ser utilizadas para minimizar os efeitos de quimioterápiocos e/ou tornar as pessoas menos ansiosas diante da morte pode, entre outrs coisas, ferir muitos interesses comerciais. Não seria esse o principal motivador de empresas de telecomunicação?



Em nome de proteger os intereses da segurança de nossos filhos, assumem uma postura extremanente repressiva mesmo no que tange a abrir o assunto para discussão. No entanto, são sempre muito solíícitas ao dinheiro da publicidade de bebidas alcoólicas que estimulam o enorme consumo associando suas mensagens às festas e uma vida repleta de alegria e prazer. Claro, em muitas situações trágicas nossos filhos podem morrer ou matar em acidentes de trânsito porque estavam sob forte efeito da bebida alcoólica  ingerida na festa. Era lícito! Mas ate à morte foram preservados dos efeitos nefastos que a discussão sobre o uso das drogas ilícitas poderia produzir.



Pela busca de uma morte mais digna temos que abrir as portas de nossas consciências à novas possibilidades. Por que não analisar o uso de drogas tidas como ilíictas não só da forma como costumeiramente fomos doutrinados a pensar? Existem mais coias entre a licitude e a ilicitude do que poderia pensar nosso estúpido conformismo.  



AQUI vocês podem acessar o artigo do Boston Globe
Postado por Erasmo Ruiz às 06:39 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, Drogas, Morrer, Morte, tanatologia

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

9o Congresso Brasileiro de Dor: Simpósio Satélite Discute Cuidados Paliativos e a Convivência com a Morte





Desde 6 de outubro está sendo realizado em Fortaleza o 9o Congresso Brasileirto da Dor (9oCBDOR). Um painel vasto de muitos estudos , novas terapêuticas, utilização de práticas ancestrais (como a acumputura chinesa) e novos medicamentos que combatem a dor formam um amplo panorama de atividades que abrangem as muitas áreas e disciplinas profissionais que lidam com a temática.



Embora a presença de médicos seja majoritária, este ano, o congresso abriu suas portas também aos pacientes que tem participado de algumas atividades onde relatam seus sintomas, sofrimentos e trajetórias oferecendo um caráter mais sensível e humanizador a programações que normalmente enfatizam intensamente os conteúdos de ordem técnica.



Chama a atenção na grade de programação (que pode ser visualziada aqui)  atividades de cunho interdisciplinar ressaltando a importância de enfoques com olhares mais abrangestes pois a dor é um fenômeno que não pode ser reduzido apenas às suas manifestações biológicas.



Participarmos de um dos simpósios satelites intitulado de "Cuidados Paliativos", por sinal, muito concorrido. Tivemnos a grata satisfação de desfrutar da copanhia da Dra Inês Melo coodenadora do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital da UNIMED em Fiortaleza que expôs sobre o Tema "Cuidados Paliativos: Princípios Básicos", e também da Dra Judymara Lauzi Gozzani que expôs sobre a temática "Opioides e Cuidados Paliativos". Coube a nós, por fim, desenvolvermos o tema "O convívio com a Morte no Exercício Profissional".



Para breve postaremos uma síntese de nossa fala no 9o CBDOR
Postado por Erasmo Ruiz às 16:11 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: congressos, Cuidados Paliativos, Educação para a morte

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE CUIDADOS PALIATIVOS (dia 07/10/10)



Abertura dos trabalhos no horário, com a sessão Encontros com o professor, distribuídos em três salas: auditório 01: Náusea e vômito em cuidados paliativos, com Veruska Menegattti Hatanaka, auditório 02: Hipodermóclise, com Eliete Azevedo, e auditório 03: Luto em cuidados paliativos (encontro da Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia), com Maria Helena Franco., que, por sinal, foi a sala mais disputada.




Na sessão plenária, Lawrence Librach falou sobre as estratégias políticas usadas no Canadá para a construção de uma educação para os cuidados paliativos. Ele destacou aspectos gerais e outros particulares considerados importantes para a implementação dessas estratégias. Entre essas, consideradas muito importantes, estão as influências da sociedade atual (novas epidemias e tecnologias médicas, consumismo e acesso a informação) e micro-forças, dentre as quais o papel das lideranças e das instituições envolvidas com o projeto de cuidados paliativos.
Igualmente falou sobre sua experiência na construção do Temmy Latner Centre for Palliative Care, no Canadá, destacando-o como um processo articulado com essas forças e tendo que enfrentar dificuldades das mais diversas ordens, embora o tenha apresentado como um projeto sem volta. As dificuldades foram mais facilmente enfrentadas com a criação de um coletivo que reuniu lideranças e interessados em uma política de cuidados paliativos. Mais informações, segundo ele, podem ser obtidas no site: www.goldstandardsframework.nhs.uk.


Henrique Parsons segue Lawrence e fala sobre o EPEC Brasil. Sua fala começa justamente recapitulando a origem do EPEC e como ele está sendo «nacionalizado». EPEC significa Educação em Cuidados Paliativos e Cuidados no Final da Vida. O projeto tem algumas dificuldades no Brasil por questões ideológicas (há quem seja contra), por ignorância (não sabe o que é ) e por falta de informações (há muitos praticando sem saber o que faz). A vantagem dessa educação é que todas essas pessoas vão morrer e todas elas precisarão de cuidados. A geração futura deve ser o nosso foco, pois é essa que cuidará da geração atual. O EPEC não forma paliativista, ele apenas fornece ferramentas pedagógicas e ideológicas, o que forma o paliativista é a prática cotidiana em lidar com as pessoas em fim de vida. As competências básicas dessa formação envolvem a relação família, sociedade, paciente e profissional, o que envolve habilidades como comunicação. Ao explicar a metodologia da EPEC Brasil, Henrique mostra a abrangência (online 80% e presencial 20%) e o público (que, segundo ele, ainda estará muito voltado para os médicos). A metodologia ainda envolve chats, foruns, treinamentos e provas. Ele termina sua fala evocando Vila-Lobos com uma educação não sobre pássaros empalhados, mas pássaros vivos que possam voar. Seu e-mail é: hparsons@mdanderson.org.


No debate, Henrique Parsons promete o início do EPEC Brasil para 2011, com a possibilidade de uma turma formada em final de 2012.


Após a sessão plenária, cafezinho e visita aos posteres. Apresentações de todo o Brasil sobre os mais diversos aspectos em cuidados paliativos. O pessoal de psicologia e enfermagem arrasando. Meus parabéns.


A sequência nos trouxe às sessões de temas livres. No anfiteatro, Simpósio do CFM, Declaração antecipada de Vontade, Diretiza antecipada como instrumento jurídico, Terminalidade e decisões no atendimento à criança, O médico como agente da autonomia. Na sala 2, Controvérsias em cuidados paliativos, Terapia renal substitutiva, Uso de antimicrobianos no final da vida. Sala 2, Perfil de atendimento da equipe de cuidados paliativos em um hospital universitário, Critérios de identificação de demanda para cuidados paliativos e de regulação no contexto do SUS, Educação em cuidados paliativos na rede municipal de saúde de Campinas, Estudo comparativo por grupo etário de pacientes em cuidados paliativos atendidos em um hospital universitário, Protocolos de avaliação como ferramenta clínica e científica no campo dos cuidados paliativos. Na sala 3, Psicologia e cuidados paliativos, cuidados com o profissional que atua em cuidados paliativos, Assistência ao adulto e formação profissional, Assistência à criança, ao adolescente e ao neonato.





Á tarde do dia 07


Sessão plenária II: Cuidados paliativos como um direito do cidadão, coordenado por Ligia Py. Os palestrantes Ayala Gurgel e Cláudia Burlá apresentaram, respectivamente, os temas O direito à autonomia e à dignidade e A prática clínica como instrumento do direito. Na sua fala, Ayala destacou a relação dialética entre dignidade e autonomia, mas fez questão de destacar que ambos os conceitos são historicamente determinados e que comportam inúmeras contradições. No final, chamou atenção para o cuidado de evitar que tal especialidade médica não se torne uma mercadoria a mais como outra qualquer. Claudia destaca, a partir de uma fala de Rubem Alves (O Médico) de que os cuidados paliativos são uma realidade necessária e que deve tocar mais a alma do que o corpo.


Nova sessão de visitas aos posteres. São, ao todo, 136 trabalhos, oriundos de instituições de todo o país, com as mais diversas metodologias, dentre as quais relato de caso, estudos descritivos e análise das narrativas são as mais destacadas.


A última sessão da tarde, troca de experiências, foi dividida por salas, sendo no Anfiteatro o tema Educação em cuidados paliativos durante a graduação, contando com a presença de Reinaldo Ayer, Lawrence Librach, Rita de Cássia Macieira e Maria Júlia Paes da Silva; na sala 1, Interface dos cuidados paliativos com outras áreas do saber, contando com a presença de Maria Goretti, Alfredo Helito, Chei Tung Teng, Eduardo Siqueira; a sala 2, Caso clínico com narrativa oral de paciente em cuidado paliativo internado em domicílio, contando com a presença de Julieta Fripp, Fábio Olivieri, Rosmari Vieira e Marília Othero; na sala 3, Experiências brasileiras em cuidados paliativos, contando com a presença de Marília Othero, Julieta Fripp, Mirela Rebello e Antonina Pontes.


À noite, a ANCP ofereceu um jantar para os conferencistas, na Lellis Trattoria.
Postado por Erasmo Ruiz às 07:22 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, tanatologia

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Obviedade Cientificamente Comprovada: Morrer em Casa Produz Saúde (Erasmo Ruiz)



 




Como é que é? Morrer em casa produz saúde? Mas como se a pessoa morreru?
Na verdade, a morte de qualquer ser humano não é algo redutível apenas a sua individualidade. Pelo contrário, impacta de forma decisiva em toda a sua rede social.
Pesquisa realizada pelo Instituto de Câncer Dana-Farber nos Estados Unidos mostra que morrer em hospitais além de comprometer a qualidade de vida dos moribundos, é fator decisivo para determinar maior risco de problemas de saúde entre os parentes e amigos que acompanham o paciente em seu processo de morrer.
 Em casa os pacientes receberiam formas de cuidados que aliviariam mais os sintomas estando,portanto,protegidos de condutas médicas que mudem o foco de cuidados paliativos para tratamentos mais agressivos que ofereceriam falsas possibilidades de cura. Assim, podendo morrer de uma forma mais tranquila,o próprio processo do morrer influenciaria as condutas daqueles que ficam.
 O estudo mostrou que " apesar de a maioria dos pacientes preferir passar seus últimos dias de vida em casa, quase a metade (44%) acaba morrendo em um hospital. Além disso, 8% das mortes ocorrem na UTI, onde os pacientes são submetidos aos chamados procedimentos desproporcionais.
Durante seis anos, os pesquisadores acompanharam 342 pacientes e algum amigo ou familiar que o acompanhava. Desse total, 19 morreram em UTI e 137 em casa. Após realizar entrevistas antes, durante e depois da morte, os pesquisadores notaram que 21% dos familiares daqueles que morreram na UTI desenvolveram estresse pós-traumático. Por outro lado, esse distúrbio foi notado em apenas 4,4% dos familiares dos pacientes que morreram em casa."


FONTE DA NOTÍCIA: Clique aqui
Postado por Erasmo Ruiz às 09:23 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, Homecare, tanatologia

terça-feira, 14 de setembro de 2010

IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE CUIDADOS PALIATIVOS - EDUCAR PARA PALIAR - CARTA DE INTENÇÕES

Reunir profissionais em evento presencial numa época em que a modernidade nos permite encontros virtuais, comunicação efetiva   por tantos outros meios e publicações possíveis, exige uma justificativa bem fundamentada.

Um Congresso não pode mais ser apenas um amontoado de conferências diversas em torno de um tema central ou de uma área de conhecimento.

Precisa ser um encontro resolutivo, um real acréscimo às nossas experiências, espaço de trocas de conhecimentos, de relacionamentos e de planejamento de estratégias para o crescimento de todos.

Neste sentido, ao eleger o tema Educar para Paliar a Academia Nacional de Cuidados Paliativos – ANCP tem muito clara a sua intenção.

Os Cuidados Paliativos no Brasil vivenciam um momento decisivo. Desde 2005, ano da criação da ANCP, têm experimentado uma grande divulgação, começam a tomar contornos de oficialidade e passam a ocupar espaço cativo em várias outras áreas do conhecimento t anto na área da saúde como no direito, no jornalismo, na arquitetura, filosofia, antropologia, artes e até na esfera legislativa. A verdade é que o tema está em pauta.

Surgem os diferentes interesses e o Brasil começa a acordar para a necessidade de implementar os Cuidados Paliativos nas redes públicas de saúde, em todos os hospitais sejam privados ou públicos e em todos os níveis de atendimento.

Precisamos de uma política de Cuidados Paliativos que dê conta da dimensão e das diferenças deste país. As ações, no entanto, precisam ser coerentes, bem coordenadas e pautadas no melhor conhecimento científico da atualidade, para que não caiamos num retrocesso de conceitos e práticas equivocadas, que devem ter lugar apenas na história da desassistência e da má assistência ainda vivida pelas pessoas no final da vida.

Em recente publicação da World Aliance for Hospice and Palliative Care – WAHPCA – o Brasil ficou em 38% no ranking da qualidade d e morte entre 40 países estudados. Por sua vez, o New England journal of Medicine publicou artigo revolucionário em agosto de 2010 demonstrando cientificamente que a adesão precoce a programa de cuidado paliativo ajudou pacientes com determinado tipo de neoplasia de pulmão a viver mais e com melhor qualidade.

O Conselho Federal de Medicina – CFM se posiciona de forma favorável ao crescimento do Cuidado Paliativo ao criar uma câmara Técnica de Terminalidade da Vida e Cuidados Paliativos, elaborar a resolução 1805/06, incluir o Cuidado Paliativo de forma explícita e repetida na revisão do Código de Ética Médica e ao iniciar uma ampla discussão sobre a Diretiva Antecipada de Vontade.

A construção de uma política de Cuidados Paliativos racional, duradoura e consistente para o Brasil só será possível se de forma paralela e séria construirmos também um saber sólido nesta área. Eis a razão do Educar para Paliar.

De forma intencional os cursos p ré-Congresso serão ministrados pelas três entidades que ensinam Cuidados Palaitivos no Brasil: o Palliare, de Londrina, a Casa do cuidadr e o Instituto Paliar, ambos de São Paulo. As enfermeiras também prepararam um excelente curso sobre gerenciamento de enfermagem em Cuidados Paliaiivos.

O IV Congresso tem início com uma plenária sobre o EPEC–Brasil, uma proposta de promover educação à distância com qualidade e grande abrangência com conteúdo adaptado e direcionado ao Brasil. Ainda no primeiro dia, discutiremos programas de educação para a graduação na Medicina, Enfermagem e Psicologia. Nas duas sessões contaremos com a participação do Dr. Larry Librach, do Canadá, com larga experiência no ensino dos Cuidados Paliativos.

Em parceria com o CFM, ampliaremos a discussão sobre a diretiva antecipada de vontade, discutiremos temas controversos com especialistas de outras áreas, trocaremos experiências com outras especialidaes e áreas de conhecime nto, reuniremos experiências brasileiras de diferentes regiões para melhor integrar o Cuidado Paliativo no Brasil.

Na quinta feira, 7 de outubro haverá um encontro da Psicologia, na busca da definição do saber do psicólogo em Cuidado Palaitivo e, em seguida, um encontro entre profissionais da área psicossocial, no sentido de organizar suas atividades. O Cuidado Paliativo será discutido entre os profissionais como um Direito do Cidadão.

No segundo dia de Congresso as plenárias discutirão a assistência à Terminalidade e uma Política de Medicamentos, marcando a primeira sessão com o Dr Eduardo bruera, que dispensa apresentações.

Enquanto uma discussão sobre as ações paliativas na UTI acontece em parceria com a AMIB, os demais painéis do dia 8 discutem os Cuidados Paliativos em crianças e os problemas relacionados ao envelhecimento.

O segundo dia reunirá os profissionais da área de Reabilitação em torno de suas especificidades e organizaçã o. A Terapia Ocupacional já definiu uma área de atuação em Cuidados Palaitivos. Podemos evoluir em todas as outras áreas da saúde.

As trocas de experiências acontecerão com a presença de mais três importantes serviços no Brasil, de profissionais de Reabilitação e de profissionais gabaritados no emprego de psicofármacos.

Todos os dias, no primeiro horário do Congresso teremos três ou quatro sessões interativas denominadas de encontro com o Professor. Nesta modalidade os congressistas terão a oportunidade de encontro com dois professores numa determinada área de conhecimento para debaterem e tirarem dúvidas sobre a prática clínica e outros temas do dia-a dia. Esperamos proximidade e interatividade nestes encontros.

Na manhã do sábado, o Dr. Eduardo Bruera estará presente na plenária sobre Pesquisa em Cuidados Paliativos, junto com o Dr Henrique Parsons e Ricardo Tavares. A idéia é discutir linhas de pesquisa que podem ser importantes para o Brasil, neste momento.

Depois, O Dr. Bruera fará um encontro especial – uma sessão de 90 minutos para tirar dúvidas clínicas com médicos brasileiros. Enquanto isto as enfermeiras discutem o seu papel na construção dos Cuidados Paliativos.

Mas, o Congresso ainda nos reserva uma grata surpresa. A mesa Cuidado Paliativo e Sociedade será aberta à comunidade. E o tema será desta vez debatido entre pessoas que não são profissionais da área de saúde. Formadores de opinião como a presidente da ABRALE, Merula Steagal, a jornalista Thaís Itaqui e a grande atriz Glória Menezes se encontrarão para contar ao público suas vivências e expectativas.

Será o momento mais cidadão do Congresso. E marcará a nossa comemoração ao Dia Mundial de Cuidados Paliativos. Neste momento, todas as entidades que trabalham com voluntários serão convidadas. O grande auditório será aberto e será a nossa vez de, como bons paliativistas, ouvir. Ouvir o que sabe e o que q uer o brasileiro na assistência ao final da vida.

Tenhamos todos um bom e duradouro encontro.
Silvia Maria de Macedo Barbosa

Presidente da ANCP

Presidente do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos

 

Dra. Maria Goretti Sales Maciel

Diretora Científica da ANCP

Presidente da Comissão Científica do IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos

 

Dr. Ricardo Tavares de Carvalho

Secretário Geral da ANCP

Presidente da Comissão Organizadora do IV Congresso Inernacional de Cuidados Paliativos
Postado por Erasmo Ruiz às 14:47 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: ANCP, Cuidados Paliativos, IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos, tanatologia

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Brasil é 38° em ranking de qualidade de morte (Ayala Gurgel)

A Economist Intelligence Unit divulgou  estudo que avalia a qualidade de morte em 40 países. 

O resultado deixou a Grã-Bretanha em primeiro lugar, seguida da Austrália e Nova Zelândia. O Brasil em 38, próximo da Índia (40ª), China (37ª) e Rússia (35ª). A principal razão para isso, segundo a revista, é a presença e qualidade de uma política de assistência paliativista nesses países.
A dignidade humana dos moribundos deixa de ser apenas uma bandeira de luta e passa a ser um indicativo moral da assistência à saúde de muitos países, não apenas como ação isolada, mas como política pública. Por isso, a pesquisa, encomendada pela Fundação Lien, uma organização não-governamental de Cingapura, analisou indicadores quantitativos - como taxas de expectativa de vida e de porcentagem do PIB gasta em saúde - e qualitativos - baseados na avaliação individual de cada país em quesitos como conscientização pública sobre serviços e tratamentos disponíveis a pessoas no fim de suas vidas e disponibilidade de remédios e de paliativos. De acordo com a Aliança Mundial de Cuidado Paliativo, mais de 100 milhões de pacientes e familiares precisam de acesso a tratamentos paliativos anualmente, mas apenas 8% os recebem.
No Brasil, por meio da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, a defesa da dignidade humana dos moribundos e a formulação e implementação de políticas públicas de cuidados paliativos tem sido uma bandeira constante nas mais diversas frentes de atuação. Um movimento popular que cresce a cada dia porque acredita que a morte é o coroamento da vida: não há uma vida digna sem uma morte digna.

Postado por Erasmo Ruiz às 06:21 Um comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, Dignidade, Qualidade de Morte

domingo, 20 de junho de 2010

Cuidados Paliativos: direito à dignidade humana na hora da morte (Ayala Gurgel)

http://www.youtube.com/watch?v=dX_k0mIPsus
Postado por Erasmo Ruiz às 06:10 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, Dignidade, tanatologia

sábado, 24 de abril de 2010

Código de Ética Médica e Cuidados Paliativos (Reportagem do G1)

O portal Globo trouxe uma excelente reportagem associando o novo código de ética médica e os cuidados paliativos. Esse blog recomenda o acesso à reportagem, que tem como título:

Novo Código de Ética define como dever do médico garantir 'morte digna'

Cuidados paliativos são voltados a pacientes sem perspectiva de cura. Código é válido para todo o país e entra em vigor na terça-feira (13).
Para ler na íntegra, acesse: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1564003-5605,00-NOVO+CODIGO+DE+ETICA+DEFINE+COMO+DEVER+DO+MEDICO+GARANTIR+MORTE+DIGNA.html
Postado por Erasmo Ruiz às 07:09 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Código de Ética Médica, Cuidados Paliativos, Morte Digna

quinta-feira, 11 de março de 2010

Em Discussão o Morrer com Dignidade: Está Tramitando Projeto que Legaliza a Ortotanásia (Erasmo Ruiz)





Parece haver consenso de que na maioria dos serviços as práticas de saúde e cuidado precisam ser humanizadas, dai o impacto e adesão quase sempre provocados pelo discurso e processos disparados pela Política Nacional de Humanização (PNH).

Mas quando falamos da morte nos deparamos com um problema maior. Como os profissionais de saúde recebem uma formação que os habilita se tornarem terapeutas numa perspectiva instrumental, prática, objetivista e biomédica, quando se instala, a percepção de que "nada mais pode ser feito", os pacientes acabam sendo relegados a formas de (des)atenção e (des)cuidado. Ora são submetidos a práticas carcaterizadas por obstinação terapêutica, que os colocam diante da tortura bárbara da distanásia (quando a vida do moribundo é elastecida sem contrapartida de qiualidade de vida); ora são quase que abandonados na medida em que a equipe e cuidadores familiares esboçam ações de fuga da morte e do morrer por incapacidade psicossocial de lidar com as necessidades dos pacientes diante da finitude.

Entre muitas consequências trágicas, pacientes podem ser expostos a situações onde as dores físicas e psíquicas não sejam adequadamente manejadas e onde sua fala e necessidades não sejam minimamente satisfeitas, o que determina o processo de cacotanásia (literalmente uma "morte má", ruim, onde a pessoa fica imersa em sofrimento atroz e desnecessário).

Assim, é com alegria e satisfação que anunciamos estar tramitando no Congresso Nacional projeto de lei que intenta legalizar a prática da "Ortotanásia", uma morte mais natural e menos exposta aos ditames da obstinação terapêutica. Leiam com atenção a notícia abaixo retirada do sítio do Senado Federal.

É importante que nós trabalhadores de saúde, que acabamos,em maior ou menor grau, tendo que lidar com a morte de pacientes e mais, nós como seres humanos vulneráveis e mortais e que, portanto, estaremos e/ou estamos também vivenciando nossa própria finitude; nos apropriemos dessa discussão como ética e politicamente importante para o resgate da humanização dos cuidados no final da vida!

Notícia a seguir retirado de

http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=99598&codAplicativo=2&codEditoria=2

Dois projetos de Camata sobre direitos de pacientes em fase terminal tramitam no Congresso Dois projetos do senador Gerson Camata (PMDB-ES) que tratam dos direitos de pacientes em fase terminal tramitam no Congresso, sendo que um já foi aprovado pelo Senado e remetido à Câmara e o outro ainda será votado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O Projeto de Lei do Senado que define a ortotanásia como legal (PLS 116/00) está na Câmara dos Deputados. No Senado, foi aprovado com emendas pela CCJ, onde recebeu parecer do senador Augusto Botelho (PT-RR). Já o PLS 524/09, que dispõe sobre os direitos da pessoa em fase terminal e à tomada de decisões sobre limitação ou suspensão de procedimentos terapêuticos, ainda será relatado na CCJ. Ao acrescentar o artigo 136-A ao Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), o PLS 116/00 isenta de crime a ortotanásia. Segundo o projeto, não constitui crime, no âmbito dos cuidados paliativos aplicados a paciente terminal, deixar de usar meios desproporcionais e extraordinários em situação de morte iminente e inevitável, desde que haja consentimento do paciente ou, em sua impossibilidade, do cônjuge, companheiro, ascendente, descendente ou irmão. Para tanto, o PLS 116/00 determina que a situação de morte iminente deve ser atestada por dois médicos. No entanto, continuarão sendo considerados ilícitos os casos de omissão de meios terapêuticos ordinários e proporcionais devidos ao paciente terminal. A lei em que o projeto for transformado deverá entrar em vigor 180 dias após sua publicação. Direitos do Paciente O PLS 524/09 permite, caso haja manifestação favorável da pessoa em fase terminal de doença ou, na impossibilidade de sua manifestação, da sua família ou de representante legal, a limitação ou a suspensão, pelo médico, "de procedimentos desproporcionais ou extraordinários destinados a prolongar artificialmente a vida". Esse projeto foi elaborado pela Comissão de Bioética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e acolhido por Camata, que o apresentou no Senado. De acordo com a proposta, a pessoa em fase terminal de doença tem direito, sem prejuízo de outros procedimentos terapêuticos que se mostrarem cabíveis, a cuidados paliativos e mitigadores do sofrimento, proporcionais e adequados à situação. Caso o paciente tenha se manifestado anteriormente, enquanto estava lúcido, contrário à limitação e suspensão dos procedimentos terapêuticos, os médicos deverão respeitar essa decisão. De acordo com o PLS 524/09, mesmo nos casos em que houver decisão pela limitação ou suspensão de procedimentos terapêuticos, a pessoa em fase terminal deverá continuar a receber todos os cuidados básicos necessários à manutenção de sua vida e dignidade. Deverá ainda contar com procedimentos que diminuam o sofrimento. Pelo projeto, fica também garantido ao enfermo direito ao conforto físico, social e espiritual e o direito à alta hospitalar. Para os efeitos das normas estabelecidas pelo PLS 524/09, o autor da matéria define o que é paciente em fase terminal, procedimentos paliativos e mitigadores de sofrimento, cuidados básicos e ordinários e procedimentos desproporcionais e extraordinários. Para Camata, os procedimentos terapêuticos instituídos nos casos de doenças incuráveis são, muitas vezes, infrutíferos, especialmente quando a morte é iminente e inevitável. O senador observa que a manutenção da vida, nessa situação, por meios artificiais, "pode representar sofrimento para o doente e para seus familiares e amigos". O senador disse que as leis brasileiras não dispõem sobre essa matéria, apenas proíbem a eutanásia, que é a morte decorrente de ato destinado a abreviar a vida do paciente. A Ortotanásia, segundo Camata, "é o deixar morrer em paz a que se refere a Declaração de 5 de maio de 1980, da Congregação para a Doutrina da Fé, do Vaticano".
Postado por Erasmo Ruiz às 08:20 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, Distanásia, Morrer, Morte, Ortotanásia, tanatologia

sábado, 19 de dezembro de 2009

Cuidados Paliativos na Globo terá reprise (Maria Goretti)

O programa especial da globo, Profissão Repórter, causou uma repercussão imensa, temos recorde de mensagens no blog no tópico assinado por mim, em 24 de maio de 2009, sobre o controle da dor e cuidados paliativos, muitas críticas elogiosas da mídia. Graças a esse sucesso, o programa tem reprise na Globo News no sábado às 21h05 e no domingo às 09h05. E quem não puder assistir na Globo News pode ver o programa na íntegra no site:

http://especiais.profissaoreporter.globo.com/programa/
Lá tem também um textosobre como os bastidores da reportagem, um vídeo sobre a história de uma das pacientes que não entrou no programa (linda história....) e também o texto da repórter Eliane Brum. Vale a pena ver e ler tudo!
Postado por Erasmo Ruiz às 04:39 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, Maria Goretti, Profissão Repórter

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Lei quer tornar lícita a ortotanásia (Marco Florentino)

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou projeto que estabelece limites para o tratamento de pacientes terminais, tornando lícita a ortotanásia. O termo significa deixar de realizar certos procedimentos que prolongariam a vida de pacientes com doenças graves e incuráveis, evitando o sofrimento desnecessário. É preciso haver consentimento do paciente - ou de sua família, se ele estiver impossibilitado - e diagnóstico de dois médicos. A prática não é uma novidade nos hospitais, mas falta respaldo legal. Em 2006, o CFM (Conselho Federal de Medicina) aprovou uma resolução que dizia que o médico poderia limitar ou suspender tratamentos, respeitando a vontade do paciente, mas a resolução foi cassada pela Justiça no ano seguinte. O novo Código de Ética Médico, que passa a valer a partir de abril, permite que os profissionais não adotem ações terapêuticas inúteis a pacientes terminais sem chance de cura -ou seja, libera a ortotanásia. A suspensão dos procedimentos, nos moldes do projeto de autoria do senador Gerson Camata (PMDB-ES), pode ser realizada, por exemplo, num paciente terminal com câncer que tem uma parada cardíaca.
Postado por Erasmo Ruiz às 04:38 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, Ortotanásia, tanatologia

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Profissão Repórter exibirá programa sobre Cuidados Paliativos (Carla Bartz)

Olá amigos da comunidade,

A TV Globo exibirá nesta terça-feira, 8 de dezembro, no Profissão Repórter, um programa especial sobre Cuidados Paliativos. A equipe de reportagem, comandada pelo jornalista Caco Barcellos, acompanhou o trabalho da Enfermaria de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo - HSPE/SP e fez uma longa entrevista com a Dra. Maria Goretti Sales Maciel, diretora científica da ANCP e coordenadora da Enferamaria de Cuidados Paliativos do HSPE/SP. Em seu depoimento, a Dra. Goretti enfatiza a importância dos Cuidados Paliativos e fala como está esta área no Brasil. Após o programa, ela estará disponível para responder perguntas através de um chat no site da emissora: globo.com. Imperdível!

Expalhem essa informação:

Profissão Repórter, TV Globo, 8 de dezembro, terça-feira, após às 22h.

Abraços,

Carla Dórea Bartz

Coordenadora de Comunicação

Academia Nacional de Cuidados Paliativos
Postado por Erasmo Ruiz às 17:36 Um comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, Profissão Repórter, rede globo

domingo, 11 de outubro de 2009

Tanatólogos de destaque: Marco Túlio de Assis Figueiredo



Marco Túlio em ala que leva seu nome no HSPE

Marco Túlio de Assis Figueiredo,mineiro nascido em Belo Horizonte, formou-se em Medicina, criou e assumiu a chefia do Ambulatório de Cuidados Paliativos, além de ser professor da Disciplina Eletiva de Cuidados Paliativos da Unifesp, bem como responsável pela criação do Curso de Tanatologia que acontece na Escola Paulista de Medicina desde 1997. É considerado unanimamente como o fundador dos cuidados paliativos no Brasil, além de ser sócio-fundador da International Association for Hospice and Paliative Care (Houston-Usa); Membro do Conselho Diretor Por 3 Mandatos Consecutivos como Representante do Brasil; Membro do Cons. Editorial da Revista Prática Hospitalar, Sessões Cuidados Paliativos e Tanatologia; Prêmio Carmen Prudente pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Regional São Paulo, 2006; e Prêmio Averróes Pelo Hospital Premier, 2008.
Postado por Erasmo Ruiz às 15:18 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, Marco Túlio, tanatologia

domingo, 6 de setembro de 2009

CFM e ANCP iniciam forum sobre terminalidade


Boas notícias na Folha de São Paulo postada por Julio Abramczyk.

Vale a pena conferir:

Amenizando a morte

JULIO ABRAMCZYK
COLUNISTA DA FOLHA

O médico Roberto Luiz D'Ávila, vice-presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), instala no próximo dia 10, às 14h, em São Paulo, o fórum "Desafios: terminalidade da vida e a prática médica no Brasil".
O objetivo é debater uma regulamentação dos cuidados paliativos em nosso meio e a sua introdução no currículo dos profissionais da área da saúde.
Os cuidados paliativos estão relacionados à situação em que não há mais possibilidade de cura de um paciente em estágio terminal. Sua finalidade é controlar a dor, se estiver presente, e dar assistência adequada ao próprio paciente e aos seus familiares.
Na realidade, essa atenção especializada não apressa e também não adia a morte. Ela oferece somente um sistema de suporte neste difícil momento da vida.
Participam do fórum representantes da câmara técnica de Terminalidade da Vida e Cuidados Paliativos do CFM, da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, da Sociedade Brasileira de Bioética e da União Social Camiliana.
Encerrado o fórum no auditório da Cinemateca Brasileira (lgo. Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, tel. 0/xx/11/3512-6111 ramal 215), será iniciado o 2º Ciclo de Cinema e Reflexão "Aprender a viver/Aprender a morrer". O festival segue até o dia 13 com a exibição de filmes relacionados ao tema, durante a tarde e a noite.

julio@uol.com.br

Postado por Erasmo Ruiz às 07:12 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: CFM, Cuidados Paliativos, finitude, medicina, terminalidade

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Lançamento de livro sobre cuidados paliativos

Nesse dia 16 de setembro, às 10 horas, no hall do Instituto Central do HC-FMUSP, acontecerá o lançamento do livro Cuidados Paliativos: Discutindo a Vida, a Morte e o Morrer (editora Atheneu). O livro, de Franklin Santana Santos, traz reflexões sobre teorias e práticas dos cuidados paliativos, respeitando múltiplas dimensões presentes nesse universo, bem como assumindo perspectivas que incluam a dimensão espiritual, social e cultural da morte, rompendo o paradigma mecanicista da morte, tão comum nos meios médicos.
Postado por Erasmo Ruiz às 07:40 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Marcadores: Cuidados Paliativos, Franklin Santana Santos, morte morrer, Simbologia da morte
Postagens mais antigas Página inicial
Assinar: Postagens (Atom)

Quem sou eu

Erasmo Ruiz
Moro em Fortaleza. Sou psicólogo e professor universitário da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Aos poucos irei deixando por aqui uma compilação de poemas, crônicas, desabafos, idéias e questionamentos. Contatos pelo email: erasmohumaniza@gmail.com
Ver meu perfil completo

Arquivo do blog

  • ▼  2013 (3)
    • ▼  agosto (1)
      • Minha Morte, Eu e o Sentido da Vida
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (1)
  • ►  2012 (8)
    • ►  julho (1)
    • ►  abril (1)
    • ►  março (4)
    • ►  fevereiro (1)
    • ►  janeiro (1)
  • ►  2011 (51)
    • ►  dezembro (1)
    • ►  novembro (3)
    • ►  outubro (8)
    • ►  setembro (8)
    • ►  agosto (4)
    • ►  julho (4)
    • ►  junho (3)
    • ►  maio (6)
    • ►  abril (5)
    • ►  março (6)
    • ►  fevereiro (3)
  • ►  2010 (71)
    • ►  novembro (7)
    • ►  outubro (6)
    • ►  setembro (11)
    • ►  agosto (8)
    • ►  julho (6)
    • ►  junho (6)
    • ►  maio (3)
    • ►  abril (8)
    • ►  março (6)
    • ►  fevereiro (5)
    • ►  janeiro (5)
  • ►  2009 (130)
    • ►  dezembro (5)
    • ►  novembro (8)
    • ►  outubro (11)
    • ►  setembro (7)
    • ►  agosto (8)
    • ►  julho (14)
    • ►  junho (22)
    • ►  maio (48)
    • ►  abril (7)
Tema Espetacular Ltda.. Tecnologia do Blogger.