
Não é piada mórbida. Aconteceu esta semana na França. Magali Jaskiewicz morava junto com seu namorado Jonathan Goerg. Os dois já tinham dois filhos e, então, resolveram se casar de papel passado.
Dois dias depois de terem entrado com os papeis para a realização do casamento, Jonatthan morreu num acidente de carro. O que seria um impedimento natural em qualquer lugar do mundo não ocorreu na França. É que lá a legislação permite essa forma de casamento desde que o morto tenha manifestado em vida (lógico) o interesse em se casar. Para que isso aconteça, depois de alguns trâmites, deve haver autorização formal do Presidente de da República.
O casamento aconteceu em Dommary-Baroncourt, no leste da França. Magali usou o vestido de noiva comprado há um ano. Jonathan se fezx "presente" a partir de uma foto colocada num cavalete. Depois da cerimôonia Magali disse não estar muito animada para festejos mas ainda assim estava feliz por se casar.
Uma história triste, ao mesmo tempo lírica e romântica. Mas, fora o romantismo, há que se destacar uma questão importante. Não parece ser um sinal de uma cultura que respeita a vontade dos indivíduos, mesmo que estejam mortos? Com a palavra o nosso querido Doutor Ayala Gurgel, expert em direito social dos moribundos.