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sexta-feira, 10 de junho de 2011

17 Coisas para Fazer Antes de Morrer: Aprendendo a Viver com Alice Pyne (Erasmo Ruiz)



Muita gente acha de mau gosto falar sobre morte. Não é o caso de Alice Pyne (15 anos) que está morrendo no Reino Unido de um linfoma que resiste a todas as formas conhecidas de tratamento. Semana passada seu médico declarou que ela teria pouco tempo de vida.





Esperaríamos que Alice assumisse a postura "bem comportada" de morrer "em paz" longe da vista das pessoas. Mas não foi isso o que correu, afinal, estamos em tempos de internet. Assim, Alice resolveu fazer um blog para compartilhar com todos o que está aconteccendo. (Acesse Aqui)



Errou quem acha que encontrará relatos pungentes e dramáticos de uma adolescente lamentando que não terá filhos ou não cursará uma universidade. Pelo contrário. Ela comunica a todos o que está acontecendo e pede sugestões sobre uma lista de coisas a realizar antes de morrer.



Algumas coisas são típicas de uma adolescente, outras demonstra uma maturidade precoce, talvez até desenvolvida pela situação de estar doente. Mas isso de fato não é importtante. O mais interessante é destacar a própria ação de Alice em compartilhar sua situação e explicitar o que deseja fazer. Algumas pessoas comovidas estão até dispostas a ajuda-la.



Para todos fica a famosa "moral da história". Precisamos esperar um diagnóstico tão fatal e brusco para listarmos o que queremos fazer da nossa existência? Não falo só dos grandes sonhos que devoram a vida com o tempo necessário, mas de coisas absolutamente singelas como tirar uma fotografia com seu bicho de estimação.



Abaixo você vê a lista de Alice. Você também pode acessar seu blog, oferecer sugestões ou mesmo ajuda-la na realização dos seus desejos. Mas, enquanto isso, pense sobre a sua vida. Ela está sendo construída da forma como você desejaria? O que falta para ela ser melhor? E se você fosse Alice, o que desejaria fazer antes de morrer?    



Dsejos de Alice:









































Fazer todos assinarem lista de doadores de medula óssea
Viajar ao Quênia (não posso viajar para lá agora, mas gostaria)
Inscrever a cachorra Mabel em um concurso
Fazer uma sessão de fotos com 4 amigas
Ter uma sessão privada de cinema com as melhores amigas
Desenhar uma caneca para vender para caridade Viajar em um trailer
Passar uma noite em um trailer
Ter um iPad roxo
Ser uma treinadora de golfinhos (também não posso mais fazer esta)
Encontrar a banda Take That
Ir ao Cadbury World (parque temático da fábrica) e comer um monte de chocolate
Tirar uma boa foto com a Mabel
Ficar em um quarto de chocolate no (parque de diversões) Alton Towers
Fazer meu cabelo, se alguém puder fazer algo com ele
Fazer uma massagem nas costas
Ver baleias
































terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Um Rápido Olhar Sobre a Morte no ORKUT (Erasmo Ruiz)





Você leitor deve muito provavelmente fazer parte de alguam rede social na internet. Eu mesmo sou um assíduo frequentador do Facebook e tenho também uma perfil no Orkut.







Um dos motivos para se entender o vertiginoso sucesso das redes sociais pelo mundo é que se tornaram o novo veículo de comunicação de idéias. Estão gradualmente assumindo o lugar dos livros, panfletos e da mídia de massa por terem um caráter mais dinâmico e interativo. O que penso agora é quase imediatamente "metabolizado" pelos outros e estes me oferecem sentidos ao que pensei de uma forma muito rápida. Ha portanto troca rápida de idéias mesmo que muitos critiquem o que é trocado e o contexto em que estas trocas ocorram.



Ma o fato é que as redes vão fazendo parte do cotidiano. O exemplo mais recente é o papel que o facebook teve no corrente processo de mudança política no mundo árabe. Muitas manifestações foram organizadas e convocadas a partir do Facebook. E o fascínio é tamanho que no Egito um homem deu à sua filha o nome de Facebook. Para boa sorte da criança, é um alívio pensar que o Sonico ou o Orkut não tenham tanta penetração no mundo árabe.



Mas outra explicação para a disseminação das redes sociais vem da maneira como organizam os grupos em torno dos interesses das pessoas. Alguém que goste de Elvis Presley ou Amado Batista encontrará sua "tribo" para conversar sobre temas dos seus ídolos.



Quem for Marxista poderá debater com autores conservadores a partir dos grupos que se formam em torno de temáticas políticas. Quem defender os Palestinos ou Israel nas questões do oriente médio poderá se degladiar em frente as telas de computador de uma forma um tanto mais segura do que nos locais onde o conflito real acontece.



Mas falemos especificamente do ORKUT. De longe ainda é a rede social mais popular no Brasil. E, para aqueles que tenham a morte como interesse, poderão encontrar lá muitas comunidades. Alias, você que nos lê agora deve fazer parte de algumas delas.



Eu perguntaria então, qual a comunidade sobre a morte que teria  a maior quantidade de inscritos? Errou quem disse que é a de Tanatologia moderada por Sarah Carneiro (hoje com 2.411 membros). Na verdade, a comunidade com mais inscritos é o "Profiles de Gente Morta" (com 80.245 membros). Mal alguém no Orkut morre e logo saberemos. O perfil é imediatamente divulgado com especial ênfase para aqueles que tiveram morte dramática (assassinato, suicídio, acidentes de carro etc).



Os contéudos dos tópicos no "Profiles de Gente Morta" mereceriam um vasto estudo. Um grande painel onde encontraremos desde singelas e comoventes homenagens à memória dos mortos até uma catarse coletiva de ódio e ressentimento frente àqueles que perpetraram atos de violência que, muitas vezes, também terão seus perfis na rede.



O Orkut expressaria um complexo mosaico daquilo que temos de bom e ruim, de belo e feio ou, simplesmente, um espelho as vezes um tanto opaco das contradições da condição humana. Alguns podem achar esta comunidade do ORKUT absolutamente inconveniente ou mesmo "trash" como diriam alguns. Eu prefiro vê-la como um painel instigante dos medos, anseios e curiosidades que existem no em torno da morte, um instigante objeto de pesquisa a dispoosição daqueles que tenham interesse em estudar as Representações Sociais da Morte. 



Mas vou parando por aqui. Vou divulgar este post no Facebook e no Orkut. Quem sabe eu e você leitor nos encontremos por ai pelas redes. Mas, sinceramente, espero continuar como vivo durante muito tempo e não como objeto de curiosidade mórbida ou expresão de (in)justas homenagens no "Profiles de Gente Morta".

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Transformando Mortos em Jóias (Erasmo Ruiz)



Alguns devem se lembrar da célebre frase romântica: "Meu amor, para mim você é uma jóia". Bem, agora a tecnologia possibilita que essa frase possa ser...digamos...um tanto literal. O site lifegem promete que poderá transformar sua amada ou seu amado em um diamante. Claro, ele ou ela terá que estar morto antes.





Os valores podem variar de 2 a 25 mil dólares, apenas para o diamante gerado a apartir das cinzas do falecido(a). Mas este preço poderá subir caso o cliente opte por colocar a pedra em algum outro adereço que poderá ser um anel, um colar, um broche, enfim, as possibildiades são muitas.



A possibilidade de tramnsformar restos humanos em objetos de arte e decoração sempre estive presente no transcorrer da História. .Caveiras já foram usadas como taças, ossos humanos serviram para colares ou mesmo esculturas. O que a tecnologia faz é expandir essas possibilidades. Muitos dirão que ter um diamante feito a partir das cinzas da mulher amada nas abotoaduras pode parecer um tanto mórbido. Eu iria além. Digo apenas que faz parte das muitas estratégias que se pode adotar para manter a integridade da memória daqueles que partem antes de nós.



Parece fazer parte da condição humana o agir para negarr a morte. Mesmo que de um ponto de vista mais materialista, que afirma claramente a  impossibilidade de uma pós vida para a consciência do morto, ainda assim, se a morte é um problema para os vivos, temos a necessidade de afirmar um certo sentido de permanência.



Como os diamantes são eternos, podemos assim "eternizar" nossos objetos de afeto, tornando-os "imortais" para transcenderem nossas próprias vidas. Duvida?  Então dê uma passadinha no lifegem

domingo, 22 de novembro de 2009

Cemitérios Virtuais: Sendo "Sepultado" na Internet (Erasmo Ruiz)


Nem só de blogs, sites de relacionamento e pornografia vive a grande rede. Entre coisas mais interessantes, podemos vislumbrar a possibilidade de sermos "sepultados" em cemitérios virtuais.

Em tempos onde tudo passa muito rápido e a capacidade de perda de memória coletiva parece competir com nossa capacidade ampliada de registra-la, a internet pode se transformar em espaço para celebrarmos publica ou privadamente a memória de nossos entes queridos ou, então, buscarmos informações onde nossos antepassados ou mesmos ídolos famosos estão enterrados.

Mas vamos ao que interessa. Entre os cemitérios virtuais destaca-se o Le cimetière virtuel site francês pioneiro onde por pequenas taxas em euro você poderá comprar "tumbas" escrever epitáfios e depositar flores. Há espaços dedicados a fotos e obituários bem como segmentações por idade, religião ou gênero.

Mas se o seu francês não anda lá essas coisas, não tem problema. Você pode visitar o campavirtual.com site português (ou "sítio" como gostam nossos irmãos lusitanos), com tons mais sóbrios que oferece opções similares embora mais restritas. Ah, gostei muito das flores embora tenha achado o cemitério português muito desanimado.

Por fim, se você quer saber onde está enterrado Oscar Wilde ou o Presidente Kennedy nós temos a solução: basta pesquisar no "Find a Grave" , uma mina de ouro não só para quem gosta de ir tanaticamente atrás de celebridades que não estejam tanto assim em evidência mas que também goste de arte tumular ou de fazer viagens virtuais por cemitérios. Realmente, este site oferece inúmeras alternativas para surfar na net enquanto vamos pensando na morte.

Agora, como tudo o que acontece no mundo da grande rede, abre-se uma enorme cortina para acessarmos inúmeras informações mas parece que nada pode substituir o prazer real de visitar um cemitério enquanto respiramos história e memória, e vamos refletindo sobre a própria vida!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Licitação Online para Venda de Capelas Mortuárias



Car@s Mortais!

O que fazer dos nossos corpos quando deixamos essa vida é um problema prático que mobilizou e mobiliza culturas e civilizações.Mas não vamos discutir nesse post práticas funeráreas e sim divulgar uma notícia importante, principalmente se você tiver muito dinheiro. Eis a sua chance de desfrutar a companhia eterna de diretores de cinema, escritores e atores famosos. Dada a densidade intelectual do cemitério de Verano em Roma, será muito interessante participar de debates entre Roberto Rosellini e Luchino Visconti sobre o papel social do cinema. Mas deixo a notícia abaixo. Boa leitura


ROMA, Itália (AFP) - O município de Roma abriu uma licitação online nesta segunda-feira para a venda de 34 capelas mortuárias, túmulos e mausoléus famosos em três dos cemitérios mais antigos e mais procurados da capital italianaO mais caro é uma capela de 10m2 apresentada como "de estilo clássico, construída com tijolos e teto de telhas e decorada com mármore de Carrare, com capacidade para 10 lugares", e colocada à venda por um valor de 312.629 euros, fora taxas, no cemitério monumental de Verano, no sudeste de Roma.

Os túmulos, um dos quais pode conter até 28 caixões, são localizáveis e visíveis a partir da ferramenta de busca "Google Earth". Cada um é descrito com detalhes, e pode ser admirado através de fotos publicadas no site do município, www.amaroma.it.

No Verano, os compradores poderão ser "vizinhos de túmulo" de personalidades como o ator Marcello Mastroianni, o escritor Alberto Moravia ou os diretores de cinema Roberto Rossellini e Luchino Visconti.

O prefeito de Roma, Gianni Alamanno, espera arrecadar com a venda 2,5 milhões de euros. O Verano foi construído entre 1807 e 1812.

O leilão online será encerrado no dia 24 de julho.


Notícia retirada em http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/090615/mundo/it__lia_cemit__rio_curiosa

terça-feira, 19 de maio de 2009

Cuidados Paliativos: Recursos na Internet



Disponibilizo neste blog recursos na internet sobre cuidados paliativos. Existe muita controvérsia e desinformação a respeito dessa temática. Como a ênfase da formação dos profissionais de saúde é de base terapêutica, existe uma cultura que percebe nos cuidados paliativos uma prática "menor", um "tapa buracos" ou, como dizemos aqui no Nordeste, uma "gambiarra" quando não se pode "fazer mais nada" pelo paciente. Diante do desamparo produzido pelo saber tradicional ,pode prevalecer a atitude da obstinação terapêutica que produz a ilusão de que algo está sendo feito mas, infelizmente, na maioria das vezes, o que a obstinação faz não são "milagres" mas sim a morte imersa em dor, desamparo e desconhecimento. Abaixo links em lingua portuguesa e estrangeira que oferecem um panorama sobre a temática.


Recursos em Língua Portuguesa

http://www.paliativo.org.br/

http://www.cuidadospaliativos.com.br/inicio.php

http://www.apcp.com.pt/

http://www.historiamedicinapaliativa.ubi.pt/

http://www.inca.gov.br/

http://www.fau.com.br/pidi/inicio.php

http://www.casadocuidar.org.br/

http://www.oncoguia.com.br/site/index.php

http://www.paliar.com.br/

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=474

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/inca/manual_cuidados_oncologicos.pdf

http://www.alexandracaracol.com/ficheiros/cuidadospaliativosetanatologia.pdf

http://www.inca.gov.br/rbc/n_48/v01/pdf/opiniao.pdf

http://www.scielo.br/pdf/pusp/v14n2/a09v14n2.pdf

http://www.praticahospitalar.com.br/pratica%2048/pdfs/mat%2018.pdf

http://www.fw2.com.br/clientes/artesdecura/revista/musicoterapia/monog_lizandra.pdf

http://www.alzheimer.med.br/masnoticias.pdf

http://www.scamilo.edu.br/pdf/mundo_saude/32/03_Novas%20pers.ectivas%20cuida.pdf

http://www.portalmedico.org.br/revista/bio1v4/distanasia.html


Recursos em Línguas Estrangeiras

http://www.hospicecare.com/

http://www.aahpm.org/

http://www.eapcnet.org/

http://www.cuidadospaliativos.org/

http://www.capc.org/

http://www.palliative.org/

http://www.eperc.mcw.edu/

http://www.paliativoscanarias.org/

http://www.palliativecare.org.au/

http://www.pallcare.info/

http://www.palliative.info/

http://www.secpal.com/index.php

http://www.stchristophers.org.uk/

http://www.worldday.org/

http://www.helpthehospices.org.uk/

http://www.epec.net/EPEC/webpages/index.cfm

http://www.palliative.org/

http://www.sicp.it/

http://www.rwjf.org/pr/product.jsp?id=20938

http://www.hpna.org/

http://www.federaciocristians.org/Metges/Buscar/10_eutanasia/05.05_sedacio_porta.pdf